O pior cego é o que não quer ver


Imagem: www.diarioliberdade.org

A prestigiada revista “The Economist” traz um artigo interessante sobre o atual momento que se vive em Portugal. Resumindo, “em duas semanas Portugal passou de aluno modelo a exemplo dos perigos que enfrentam os governos que levam a austeridade além” daquilo que os eleitores conseguem tolerar.

Não sou de esquerda, apesar de não ter nada contra quem é. Aliás, até tenho tendências mais de direita do que outra coisa. Mas acho que desta vez a situação está a ir longe demais. Tirar às famílias para dar às empresas, quando já se comprendeu que os efeitos não serão os esperados – pelo contrário, a tendência será o empobrecimento das pessoas – é obsceno.

Não sei em que se basearam estas propostas. Mas são propostas de quem não sai dos gabinetes, não frequenta os cafés e os supermercados, não faz contas à vida para pôr o pão na mesa ou não ficar a dever às grandes empresas que controlam bens essenciais de que todos precisamos – como a luz ou a água. São propostas surreais que têm de ser retiradas.

Querem diminuir o défice do Estado? Cortem nas despesas públicas. Cortem nos deputados e  assesores. Cortem nos carros de luxo. Cortem nos subsídios vitalícios. Cortem em coisas que não interessam a ninguém, só às elites políticas e económicas.

Já dizia a minha mãe: “O exemplo vem de cima”. Mostrem ao povo português que o Estado . Pode ser que dessa forma entremos num caminho um pouco melhor.

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